Capital paulista acumulou 253,8 milímetros de chuva até as 9h de 14 de setembro, volume três vezes superior à média climatológica do mês; outras regiões do estado também registram acumulados acima da média

A cidade de São Paulo registrou em 2026 o setembro mais chuvoso desde o início da série histórica, em 1943. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o acumulado de chuva medido no Mirante de Santana, na zona norte da capital paulista, chegou a 253,8 milímetros entre 1º de setembro e as 9h de segunda-feira (14).

O volume registrado nos primeiros 14 dias do mês é aproximadamente três vezes superior à média climatológica de setembro em São Paulo, calculada em 83,3 milímetros.

O levantamento ainda é parcial, já que setembro não terminou e os dados divulgados consideram apenas o período até as 9h do dia 14.

Chuva em São Paulo supera recorde registrado em 1983

Com os 253,8 milímetros de chuva acumulados em setembro de 2026, São Paulo ultrapassou o recorde anterior para o mês, registrado em 1983.

Naquele ano, a estação meteorológica do Mirante de Santana contabilizou 243,1 milímetros. O terceiro maior acumulado ocorreu em 1993, com 206,7 milímetros, seguido de 2015, com 201,7 milímetros, e de 1957, quando foram registrados 197,2 milímetros.

A série histórica considerada pelo Inmet tem início em 1943.

Segundo o meteorologista da Defesa Civil do Estado de São Paulo William Minhoto, o volume acumulado ainda pode aumentar até o encerramento do mês.

“Como setembro ainda está em andamento e há previsão de novos episódios de chuva nos próximos dias, o acumulado mensal poderá aumentar até o fim do período, ampliando o atual recorde”, afirmou.

Veja os maiores acumulados de chuva em setembro na capital

Os maiores volumes registrados no Mirante de Santana para o mês de setembro, conforme os dados apresentados, são:

2026: 253,8 mm, até as 9h de 14 de setembro
1983: 243,1 mm
1993: 206,7 mm
2015: 201,7 mm
1957: 197,2 mm

O Mirante de Santana, localizado na zona norte da capital, é uma das estações meteorológicas utilizadas para acompanhar as condições do tempo na cidade de São Paulo.

Defesa Civil mantém Gabinete de Crise mobilizado

Desde sexta-feira (11), o Gabinete de Crise permanece mobilizado presencialmente na sede da Defesa Civil do Estado de São Paulo para acompanhar a situação provocada pelas chuvas em diferentes regiões paulistas.

Participam do gabinete representantes do Governo de São Paulo, concessionárias de energia, água e gás, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária do estado, além do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e das agências reguladoras Arsesp, SP Águas e Artesp.

O monitoramento ocorre diante dos volumes acumulados registrados no estado e da continuidade das condições para chuva.

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Campinas também registra recorde de chuva em setembro

Os acumulados acima da média não estão restritos à capital paulista. Campinas também registra em 2026 o setembro mais chuvoso de sua série histórica.

Entre os dias 1º e 13 de setembro, foram contabilizados 257,2 milímetros de chuva na região de Campinas. O volume corresponde a 3,1 vezes a média mensal de setembro, que é de 83,7 milímetros.

O acumulado de 2026 é o maior registrado para o mês desde o início da série histórica local, em 1961.

Até então, o maior volume de chuva registrado em setembro na região havia ocorrido em 1976, com 183,3 milímetros.

Registro acumula quase duas vezes a média do mês

Em Registro, foram contabilizados 185,3 milímetros de chuva até 13 de setembro. O volume representa praticamente duas vezes a média climatológica mensal, de 93,6 milímetros.

Com esse acumulado, setembro de 2026 aparece como o terceiro mais chuvoso da série histórica de Registro, iniciada em 1961.

As chuvas também provocaram ações de atendimento em áreas do Vale do Ribeira e de Itapeva.

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São José dos Campos, Baixada Santista e Bauru têm chuva acima da média

Outras regiões do estado de São Paulo também apresentaram volumes elevados de precipitação em setembro.

Em São José dos Campos, o acumulado chegou a 161 milímetros, equivalente a 2,1 vezes a média mensal de 76 milímetros. O resultado é o terceiro maior para um mês de setembro desde o início da série histórica local, em 1977.

Na Baixada Santista, foram registrados 232,7 milímetros de chuva. O volume corresponde a aproximadamente 1,8 vez a média climatológica de setembro, calculada em 128,4 milímetros.

Na região de Bauru, o acumulado chegou a 118,8 milímetros, cerca de 1,9 vez a média mensal de 62,8 milímetros.

Todos os valores são parciais e ainda podem aumentar até o fim de setembro.

Previsão mantém atenção para impactos das chuvas em São Paulo

Na segunda-feira (14), foram registradas chuvas de intensidade fraca a moderada em diferentes pontos do centro-oeste, sul e leste do estado de São Paulo.

A atenção permanecia concentrada principalmente na faixa leste, devido aos elevados acumulados registrados nos dias anteriores, e em áreas do sul paulista onde houve transbordamento de rios.

Para terça-feira (15), a previsão indicava o afastamento gradual do sistema responsável pelas instabilidades, mas ainda com possibilidade de acumulados moderados de chuva no estado.

As precipitações poderiam ocorrer principalmente na forma de pancadas isoladas, acompanhadas de raios e rajadas ocasionais de vento. Na faixa leste, a circulação marítima continuaria mantendo condições para chuva fraca e persistente.

A maior nebulosidade e a entrada de ar mais frio também manteriam as temperaturas mais amenas em diferentes regiões paulistas.

Solo encharcado mantém risco de alagamentos e deslizamentos

Para quarta-feira (16), a previsão indicava que o sistema responsável pelas instabilidades já estaria afastado do estado de São Paulo.

Mesmo assim, a circulação marítima continuaria favorecendo a ocorrência de chuva fraca e persistente na faixa leste, enquanto as temperaturas permaneceriam mais amenas.

Apesar da redução das instabilidades, a atenção seguiria voltada aos efeitos das chuvas acumuladas nos dias anteriores.

Com o solo encharcado, permanece o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, principalmente nas áreas consideradas mais vulneráveis.

Os acumulados registrados em São Paulo e em diferentes regiões do estado ainda são parciais. Como setembro ainda está em andamento, os volumes mensais poderão aumentar até o fim do período.

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