Em 14 dias, cidade acumulou média de 240 mm de chuva, volume 112% superior ao esperado para todo o mês; Defesa Civil monitora áreas de risco, rios, córregos e piscinões
Santo André registrou nos primeiros 14 dias de setembro de 2026 o maior volume de chuva para o mês dos últimos dez anos. Entre os dias 1º e 14, o município acumulou média de 240 milímetros de precipitação, segundo informações divulgadas pela administração municipal.
O volume corresponde a 112% acima da média climatológica prevista para todo o mês de setembro, de 113,27 mm. Diante do acumulado, a Defesa Civil de Santo André e diferentes secretarias municipais permanecem mobilizadas para acompanhamento das condições meteorológicas e atendimento de ocorrências.
A sequência de dias chuvosos também aumentou a preocupação com a saturação do solo e com o risco de deslizamentos, erosões, movimentações de massa, alagamentos e enxurradas, principalmente nas regiões consideradas mais vulneráveis.
Santo André acumula 240 mm de chuva em 14 dias
O acumulado médio registrado entre 1º e 14 de setembro chegou a 240 mm em Santo André. A média climatológica esperada para o mês inteiro é de 113,27 mm.
Com isso, mesmo antes da metade final do mês, o volume registrado já ultrapassou o índice previsto para todo setembro e passou a representar o setembro mais chuvoso dos últimos dez anos na cidade, conforme os dados apresentados pela Prefeitura.
Somente entre quinta-feira (10) e segunda-feira (14), a média de chuva no município ficou em aproximadamente 106 mm. Em determinadas regiões, no entanto, os volumes foram superiores à média municipal.
O sábado (12) concentrou alguns dos maiores registros. Na Macrozona Urbana, a região da Vila Príncipe de Gales recebeu 87,1 mm em apenas um dia. Já na região do Recreio da Borda do Campo, o acumulado chegou a 79,2 mm no mesmo período.
Defesa Civil mantém monitoramento de áreas de risco
Com o aumento das chuvas, a Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e do Departamento de Proteção e Defesa Civil, mantém equipes em campo para atendimento das ocorrências e monitoramento das áreas consideradas mais vulneráveis.
O trabalho inclui acompanhamento dos índices pluviométricos, dos alertas meteorológicos emitidos pelo Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) e pelo Governo do Estado, além da observação dos níveis de rios, córregos e piscinões municipais.
Pontos considerados vulneráveis também estão incluídos no acompanhamento. Segundo a Prefeitura, diferentes secretarias municipais participam das ações para possibilitar resposta em situações de emergência.
O prefeito Gilvan Ferreira afirmou que a Defesa Civil e as secretarias municipais foram orientadas a permanecer mobilizadas diante do volume de chuva.
“Estamos enfrentando um cenário de chuvas muito acima do que normalmente é registrado para o período, reflexo de um cenário climático cada vez mais desafiador. Por isso, determinei que a Defesa Civil e as secretarias municipais permaneçam mobilizadas e em monitoramento permanente, especialmente nas áreas mais vulneráveis”, afirmou.
O prefeito também orientou os moradores a observar sinais de risco e procurar a Defesa Civil diante de situações de perigo.
Chuva aumenta saturação do solo em Santo André
A continuidade das chuvas registrada desde a semana anterior elevou a umidade e a saturação do solo em Santo André.
Segundo as informações divulgadas pela Prefeitura, essa condição aumenta o risco de ocorrências como deslizamentos de terra, erosões, movimentações de massa, alagamentos e enxurradas.
O secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos, informou que equipes municipais permanecem mobilizadas.
“Nossas equipes e das outras secretarias parceiras estão preparadas e mobilizadas em campo para agir diante de qualquer ocorrência. No entanto, em momentos de solo saturado e acumulados tão expressivos, a parceria do cidadão é fundamental”, declarou.
O secretário também pediu atenção aos sinais de risco divulgados pela Defesa Civil e recomendou que os canais de emergência sejam acionados diante de situações de perigo.
O texto divulgado pela administração municipal relaciona o volume atípico de precipitação à maior intensidade de eventos climáticos extremos. Entre os fatores mencionados estão a influência de fenômenos globais, como o El Niño, e o aquecimento da atmosfera, que podem provocar alterações nos padrões de chuva e a concentração de grandes volumes de precipitação em intervalos menores.
Jardim Santo André registra acumulado de 316,2 mm
Os índices variaram entre os bairros e regiões do município. O maior acumulado informado foi registrado na região do Jardim Santo André, com 316,2 mm.
Em Paranapiacaba, localizada na Macrozona de Proteção Ambiental, o volume acumulado chegou a 279,1 mm.
Dados dos pluviômetros automáticos do Cemaden, atualizados na segunda-feira (14), também apontaram volumes elevados no período de 96 horas.
Na Vila Príncipe de Gales, o acumulado ultrapassou 186 mm. No Recreio da Borda do Campo, foram registrados 174,38 mm. O Parque Andreense teve 168,57 mm, enquanto Paranapiacaba acumulou 162,81 mm e a Vila Bastos, 155,56 mm.
O mapa hidrológico do município indica atenção especial para as regiões do Jardim Santo André e Jardim Bela Vista.
Previsão de instabilidade mantém Defesa Civil em alerta
Com a previsão de continuidade das instabilidades, a Defesa Civil orienta os moradores, principalmente aqueles que vivem próximos a encostas, a observar possíveis alterações no terreno e nas edificações.
A preocupação aumenta em períodos de chuva prolongada porque a saturação do solo pode favorecer movimentações de terra.
Entre os sinais de risco em áreas de encosta indicados pela Defesa Civil estão o surgimento de rachaduras ou fendas no solo, em paredes e muros; inclinação fora do normal de árvores, postes, cercas ou muretas; estalos em estruturas de imóveis; abatimento do terreno; e surgimento de água barrenta na base de barrancos.
A orientação é deixar imediatamente o local caso algum desses sinais seja identificado.
Telefones da Defesa Civil e dos Bombeiros
Moradores que identificarem uma situação de risco podem entrar em contato com a Defesa Civil de Santo André pelo telefone 199.
O Corpo de Bombeiros também pode ser acionado pelo número 193.
A recomendação das autoridades municipais é que moradores de áreas vulneráveis mantenham atenção enquanto persistirem as chuvas e comuniquem os serviços de emergência ao primeiro sinal de perigo.

