A Polícia Civil desarticulou uma fábrica clandestina de insumos hospitalares em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo. A operação interditou o local, apreendeu centenas de itens médicos contaminados e prendeu uma mulher em flagrante por crimes ambientais e contra as relações de consumo.
A fábrica clandestina de insumos hospitalares funcionava em uma área rural no município de Embu-Guaçu. Por isso, a Polícia Civil deflagrou uma operação para cumprir um mandado de busca e apreensão. Consequentemente, os agentes encontraram o local improvisado com lonas e estruturas de madeira. Além disso, o estabelecimento operava sobre o chão de terra batida. Assim, a ação policial resultou na prisão em flagrante de uma mulher de 64 anos.
A produção ocorria sem qualquer controle sanitário. Primeiramente, os trabalhadores guardavam o látex em galões cobertos apenas por panos. Depois, eles utilizavam estufas enferrujadas para secar as peças moldadas. Além disso, a equipe lavava os produtos acabados em baldes com água suja. De fato, essas práticas colocavam em risco a saúde pública. Por essa razão, os policiais interromperam imediatamente as atividades do galpão.
Além disso, fábrica clandestina de insumos hospitalares abastecia rede de saúde
A fábrica clandestina de insumos hospitalares repassava os materiais para distribuidores credenciados no mercado. Em seguida, essas empresas revendiam as peças diretamente para clínicas e hospitais. Dessa forma, os insumos de látex chegavam até os pacientes sem passar por fiscalizações adequadas. Portanto, as autoridades alertam para a gravidade dos riscos de infecção biológica em ambiente hospitalar.
A fiscalização sanitária federal acompanha o caso para evitar novos contágios. Atualmente, os critérios oficiais de produção de dispositivos médicos no Brasil seguem as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além disso, a legislação exige registros rígidos para o setor. Por isso, qualquer irregularidade coloca vidas em sério perigo.
Por outro lado, fábrica clandestina de insumos hospitalares causava danos ambientais
A fábrica clandestina de insumos hospitalares causava graves impactos ambientais na região de Embu-Guaçu. Afinal, a fábrica despejava os resíduos químicos da produção do látex diretamente no solo. Além disso, os responsáveis queimavam dejetos industriais em uma área de mata fechada. Dessa forma, a atividade gerava poluição atmosférica e degradação da fauna local.
Por causa desses crimes ambientais, o caso exige monitoramento constante. As diretrizes de proteção e combate à contaminação do solo são reguladas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Igualmente, o licenciamento ambiental fiscaliza descartes industriais no estado de São Paulo através da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb).
Por fim, polícia apreende centenas de materiais no local
A equipe policial apreendeu 325 produtos médicos durante a operação. Além disso, os agentes recolheram 23 moldes metálicos usados na confecção das peças. A lista de materiais apreendidos inclui:
- Bolsas de colostomia
- Balões de oxigênio
- Manguitos de pressão
- Rabichos de látex
A Polícia Civil conduziu o caso para a Delegacia de Investigações sobre o Meio Ambiente de Taboão da Serra. Consequentemente, o delegado registrou o boletim de ocorrência com base em crimes contra as relações de consumo e poluição ambiental. Além disso, o material apreendido segue sob custódia das autoridades para perícia técnica.

