Investigação da Polícia Civil identificou 14 suspeitos de integrar grupo que utilizava cartões de crédito fraudados para adquirir produtos de luxo em diferentes estados

Operação resulta em prisões em São Paulo e no Paraná

Sete integrantes de uma organização criminosa investigada por fraudes foram presos nesta quarta-feira (15) durante a Operação Golden Gift, realizada pela Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Presidente Prudente. Ao todo, a investigação identificou 14 suspeitos envolvidos no esquema.

As prisões ocorreram simultaneamente em São Paulo e no Paraná. Um dos investigados foi preso no bairro da Penha, na Zona Leste da capital paulista. Os outros seis foram localizados nas cidades de Cambé, Sertaneja e Londrina, no Paraná.

A Justiça decretou prisões temporárias para sete investigados, sendo três homens e quatro mulheres, pelos crimes de organização criminosa, estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro. Todos foram presos durante a operação.

Investigação começou após denúncia de loja de artigos de luxo

As investigações tiveram início depois que uma loja de artigos de luxo de Presidente Prudente denunciou compras realizadas com cartões de crédito fraudados. De acordo com a Polícia Civil, o estabelecimento registrou prejuízo de R$ 12 mil.

A apuração foi conduzida pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Deic do Deinter 8. Durante o trabalho investigativo, os policiais identificaram outras vítimas em Presidente Prudente e também em diferentes municípios do estado de São Paulo e de outros estados.

Segundo a investigação, o núcleo da organização criminosa estava concentrado nas cidades de Londrina e Cambé, no Paraná. Além disso, um dos investigados apontado como responsável pelas fraudes eletrônicas residia na cidade de São Paulo.

Grupo utilizava cartões fraudados para compra de produtos de luxo

De acordo com as investigações, a organização adquiria cartões de crédito fraudados para realizar compras de produtos de alto valor em estabelecimentos comerciais.

Entre os itens adquiridos estavam bolsas, calçados, roupas, casacos de pele, relógios, perfumes, além de louças, panelas e faqueiros. As mercadorias eram revendidas posteriormente com descontos que chegavam a 60% do valor original.

Ainda segundo a Polícia Civil, toda a negociação era realizada de forma remota, por meio de redes sociais.

Documentos falsos e entregadores por aplicativo eram utilizados no esquema

Para dificultar a identificação dos envolvidos, os investigados utilizavam documentos falsos durante o cadastro nas lojas onde as compras eram realizadas.

Após a aquisição dos produtos, entregadores contratados por aplicativos eram responsáveis pelo transporte das mercadorias até intermediários, que posteriormente encaminhavam os itens aos compradores.

Conforme a investigação, esse método permitia ocultar a participação dos integrantes da organização durante o processo de compra e entrega dos produtos.

Polícia estima movimentação de R$ 40 mil por dia

Segundo as informações reunidas durante a investigação, a organização criminosa atuava havia pelo menos dois anos.

A Polícia Civil estima que o grupo movimentava aproximadamente R$ 40 mil por dia em fraudes. Os prejuízos causados pelas ações criminosas podem ultrapassar R$ 1 milhão por mês.

Outros sete investigados foram alvo de buscas

Além das sete prisões temporárias, outros sete suspeitos foram alvo de mandados de busca e apreensão.

Um dos investigados já se encontrava preso no sistema penitenciário do Paraná. Conforme a investigação, esse grupo deverá ser indiciado pelo crime de receptação, por adquirir produtos de luxo com conhecimento da origem ilícita das mercadorias.

Ao todo, 14 pessoas foram identificadas durante as investigações conduzidas pela Polícia Civil.

Mandados de busca apreenderam produtos e bloquearam contas bancárias

Durante o cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão, os policiais civis localizaram produtos de grife e de luxo sem origem comprovada, além de equipamentos eletrônicos e documentos considerados de interesse para a investigação.

Também foram bloqueadas contas bancárias ligadas aos investigados, por determinação da Justiça.

Após serem detidos, os suspeitos foram encaminhados às delegacias responsáveis. Eles responderão pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e estelionato eletrônico.

Operação Golden Gift

A Operação Golden Gift foi conduzida pela Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Presidente Prudente. A ação é resultado de investigação iniciada após a denúncia de uma loja de artigos de luxo que identificou compras realizadas com cartões de crédito fraudados.

As investigações identificaram um grupo suspeito de atuar em diferentes estados utilizando cartões fraudados para adquirir produtos de alto valor, revendidos posteriormente por valores inferiores aos praticados no mercado. A operação resultou na identificação de 14 suspeitos, no cumprimento de prisões temporárias, mandados de busca e apreensão e no bloqueio de contas bancárias vinculadas aos investigados.

Fonte: SSP.

Editado por Marcos Savoy.

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