Nova área de 8 mil m² começa a receber resíduos orgânicos e amplia a vida útil do Aterro Sanitário Municipal, que completa 40 anos em 2026

Santo André entrega nova etapa de ampliação do aterro sanitário

A Prefeitura de Santo André concluiu uma nova etapa de ampliação do Aterro Sanitário Municipal e iniciou a disposição de resíduos orgânicos na nova área construída. O espaço, com aproximadamente 8 mil metros quadrados, garante mais dois anos de vida útil ao equipamento, justamente no ano em que o aterro completa 40 anos de funcionamento.

O Aterro Sanitário Municipal é o único equipamento do tipo administrado por uma prefeitura na região do ABC. Com a expansão, o novo setor passa a ter capacidade para receber cerca de 500 mil toneladas de resíduos orgânicos.

Segundo o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), mais de 200 mil toneladas de resíduos são coletadas anualmente em toda a cidade. A ampliação permite manter a destinação adequada desses materiais, assegurando a continuidade da operação do equipamento.

Redução de resíduos é apontada como fator para ampliar vida útil

Além da ampliação física do aterro, a administração municipal destaca que a redução da quantidade de resíduos destinados ao local é considerada fundamental para prolongar seu funcionamento.

De acordo com o prefeito Gilvan Ferreira, o município busca ampliar áreas para operação do aterro e fortalecer políticas públicas voltadas ao aumento da reciclagem, mas ressalta que a participação da população é essencial.

A orientação é que os moradores façam a separação correta entre resíduos recicláveis e resíduos úmidos, permitindo que uma parcela maior dos materiais seja encaminhada para reciclagem, reduzindo o volume destinado ao aterro sanitário.

Aterro sanitário gera economia aos cofres públicos

Conforme informações da administração municipal, a operação do Aterro Sanitário Municipal evita que os resíduos sejam encaminhados para aterros particulares.

Segundo o Semasa, essa estrutura proporciona uma economia superior a R$ 70 milhões por ano aos cofres públicos.

Os recursos economizados podem ser direcionados para ações voltadas à gestão ambiental e ao fortalecimento de programas relacionados à reciclagem e ao manejo adequado dos resíduos sólidos.

Entre as iniciativas citadas estão o programa Moeda Verde, que promove a troca de materiais recicláveis por alimentos; o Meu Condomínio Recicla; o Composta Santo André, que incentiva a compostagem de resíduos orgânicos; além da implantação de novas estações de coleta, conhecidas como ecopontos, e dos chamados Quintais Verdes, destinados ao incentivo de práticas sustentáveis.

Estrutura faz parte da Central de Tratamento de Resíduos

Criado em 1986, o Aterro Sanitário Municipal está localizado no bairro Cidade São Jorge e integra a Central de Tratamento de Resíduos de Santo André.

Além da área destinada ao aterramento dos resíduos, o complexo possui duas lagoas destinadas ao armazenamento do chorume, líquido produzido durante o processo de decomposição da matéria orgânica. Após ser coletado, esse material é encaminhado para tratamento.

A estrutura também abriga duas cooperativas de reciclagem, um ecoponto exclusivo para o recebimento de pneus e a Unidade de Tratamento de Resíduos da Construção Civil.

Nesta unidade são recebidos os entulhos provenientes das estações de coleta do município. Após processamento, esses materiais são reutilizados em obras de pavimentação.

Equipamento substituiu antigo lixão da cidade

Antes da implantação do aterro sanitário, o terreno onde hoje funciona a Central de Tratamento de Resíduos abrigava uma usina de compostagem e, anteriormente, um lixão.

Com a criação do aterro em 1986, Santo André tornou-se a primeira cidade da região do ABC a eliminar um depósito irregular de resíduos a céu aberto.

Entre 1986 e 1999, a administração do equipamento era realizada diretamente pela Prefeitura de Santo André. A partir desse período, a gestão passou a ser responsabilidade do Semasa.

Nova ampliação já está em estudo

Mesmo com a entrega da nova área, o município já desenvolve estudos para uma nova etapa de expansão do Aterro Sanitário Municipal.

O projeto prevê a utilização de uma área de aproximadamente 15 mil metros quadrados. Segundo a administração municipal, essa futura ampliação poderá acrescentar mais cinco anos de vida útil ao equipamento.

O tempo de operação poderá ser ainda maior caso haja redução na quantidade anual de resíduos destinados ao aterro, resultado esperado com o fortalecimento das ações de reciclagem e de educação ambiental.

Obras seguem critérios de proteção ambiental

As obras de ampliação do aterro envolvem diferentes etapas técnicas para garantir o aterramento adequado dos resíduos e minimizar impactos ambientais.

Entre os procedimentos realizados estão escavação, compactação do solo e impermeabilização da área por meio da instalação de mantas destinadas à proteção das águas subterrâneas.

O projeto também contempla a implantação de sistemas de drenagem para captação do chorume, permitindo o encaminhamento do líquido para tratamento adequado.

Aterro completa quatro décadas de funcionamento

A entrega da nova ampliação coincide com os 40 anos de funcionamento do Aterro Sanitário Municipal de Santo André.

Ao longo dessas quatro décadas, o equipamento passou por diferentes etapas de evolução e integra atualmente a política municipal de gestão de resíduos sólidos, reunindo estruturas voltadas ao aterramento, reciclagem, tratamento de chorume, recebimento de pneus e processamento de resíduos da construção civil.

Com a nova área já em operação e estudos para futuras expansões, o município busca garantir a continuidade do serviço e ampliar o tempo de funcionamento do aterro, associado às políticas públicas voltadas à redução da geração de resíduos e ao aumento da reciclagem.

Fonte: Prefeitura de Santo André.

Editado pela Redação.

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