A Operação Contrafeixe resultou na apreensão de 182 celulares e diversos objetos de valor durante uma ação da Polícia Civil de São Paulo. A investigação identificou um esquema de receptação, desbloqueio e comercialização de aparelhos roubados que utilizava bloqueadores de sinal e isolamento eletromagnético para dificultar o trabalho das autoridades.
A Polícia Civil de São Paulo realizou a Operação Contrafeixe nesta quarta-feira (10) e desarticulou parte de uma estrutura investigada por receptação de celulares roubados e furtados. Durante a ação, os agentes apreenderam 182 aparelhos celulares e bens avaliados em aproximadamente R$ 500 mil. Além disso, um suspeito foi preso e outras oito pessoas seguem sob investigação.
Segundo a corporação, o grupo utilizava um imóvel equipado com isolamento eletromagnético e bloqueadores de sinal para dificultar o rastreamento dos aparelhos. Dessa forma, os criminosos buscavam impedir a atuação policial e ampliar a eficiência das atividades ilegais.
Operação Contrafeixe identifica imóvel com bloqueadores de sinal
De acordo com as investigações, o imóvel funcionava como uma central de recepção, organização e desbloqueio de celulares provenientes de roubos e furtos. Além disso, os investigadores localizaram equipamentos conhecidos como jammers, dispositivos capazes de interromper sinais de telefonia móvel e internet.
Conforme apurado pela Polícia Civil, esses equipamentos também interferiam na comunicação de imóveis localizados nas proximidades. Assim, o grupo conseguia reduzir as possibilidades de rastreamento dos aparelhos.
Estrutura dificultava o trabalho das autoridades
Segundo o delegado Clemente Calvo, da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disscpat), vinculada ao Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o local servia como uma base operacional para manipulação dos celulares roubados.
Além disso, os aparelhos passavam por triagem e classificação antes de serem revendidos ou desbloqueados. Dessa maneira, a organização ampliava os lucros obtidos com os crimes.
Operação Contrafeixe apreende celulares e objetos de valor
Durante o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão na capital paulista, os policiais recolheram 182 celulares. Além disso, a equipe encontrou dezenas de objetos considerados de alto valor.
Entre os materiais apreendidos estavam 42 alianças. Segundo estimativa da Polícia Civil, o conjunto dos bens recolhidos possui valor aproximado de R$ 500 mil.
Por outro lado, todo o material ainda será submetido à perícia. Em seguida, os investigadores analisarão os números de identificação dos aparelhos, conhecidos como IMEIs.
Perícia pode gerar novas prisões
A Polícia Civil informou que novas prisões poderão ocorrer nos próximos dias. Isso porque a análise dos dispositivos poderá identificar outros integrantes da rede criminosa.
Consequentemente, a investigação deve avançar sobre os responsáveis pela receptação, desbloqueio e comercialização dos aparelhos.
Operação Contrafeixe revela esquema ligado ao crime de quebra-vidro
As apurações apontam que os criminosos atuavam principalmente na modalidade conhecida como quebra-vidro. Nesse tipo de ação, os suspeitos quebram os vidros dos veículos para roubar celulares das vítimas.
Além disso, motociclistas e ciclistas também estavam entre os principais alvos do grupo. Após os crimes, os aparelhos seguiam para uma rede especializada em receptação.
Segundo os investigadores, os celulares passavam por processos de armazenamento, desbloqueio e revenda. Dessa forma, os criminosos conseguiam aumentar significativamente o valor dos equipamentos no mercado clandestino.
Aparelhos desbloqueados eram usados em fraudes
De acordo com a Polícia Civil, parte dos celulares desbloqueados permitia acesso a aplicativos bancários instalados pelas vítimas.
Consequentemente, os criminosos poderiam realizar transferências financeiras e outras operações indevidas. Por isso, o desbloqueio dos aparelhos representava uma etapa importante dentro da estrutura investigada.
Operação Contrafeixe dá continuidade ao combate aos roubos de celulares
A Operação Contrafeixe integra uma série de ações desenvolvidas pela Polícia Civil contra quadrilhas especializadas em roubos e receptação de celulares na capital paulista.
Em maio deste ano, uma investigação resultou na prisão de um dos principais líderes da chamada gangue das bikes. Segundo a corporação, o suspeito utilizava um imóvel localizado na região central da cidade para atividades semelhantes.
Além disso, a Operação IMEI Rastreado identificou um prédio de nove andares utilizado como central de receptação de aparelhos roubados.
Investigações continuam em andamento
As autoridades seguem analisando os materiais apreendidos. Enquanto isso, novas diligências buscam identificar outros envolvidos no esquema.
Por fim, a Polícia Civil reforça que o combate ao roubo e à receptação de celulares permanece entre as prioridades das forças de segurança pública do estado.
Conclusão
A Operação Contrafeixe representa mais um importante avanço no enfrentamento aos crimes relacionados ao roubo, desbloqueio e receptação de celulares em São Paulo. Além da apreensão de 182 aparelhos e bens avaliados em cerca de R$ 500 mil, a ação permitiu identificar uma estrutura sofisticada utilizada por criminosos. Dessa maneira, a Operação Contrafeixe fortalece o trabalho de combate às organizações especializadas nesse tipo de delito e contribui para ampliar a segurança da população.
Fonte: SSP.
Editado por Marcos Savoy.

