Novo batalhão da Polícia Militar emprega cerca de 250 agentes, 150 motocicletas e 25 viaturas em operação voltada a áreas com maior incidência de roubos e furtos na capital paulista

O Batalhão de Resposta Avançada Operacional (BRAvO), novo batalhão da Polícia Militar de São Paulo, realizou nesta quarta-feira (23) uma operação de reforço do policiamento na região central da capital paulista. Cerca de 250 policiais militares foram empregados na ação, com aproximadamente 150 motocicletas e 25 viaturas.

A saída das equipes ocorreu na Praça da Sé. Segundo as informações divulgadas, a atuação do batalhão prioriza grandes corredores viários e áreas identificadas com maior incidência de roubos e furtos.

O BRAvO foi estruturado para integrar inteligência, mobilidade e pronta resposta nas ações policiais. A operação desta quarta-feira concentrou o efetivo em vias de grande circulação da região central de São Paulo.

BRAvO concentra policiamento nas avenidas Liberdade, 9 de Julho e 23 de Maio

Entre os pontos definidos para a atuação estão as avenidas Liberdade, 9 de Julho e 23 de Maio, consideradas corredores de fluxo intenso na cidade.

A utilização de motocicletas faz parte da estratégia operacional do batalhão. Esse tipo de veículo permite o deslocamento das equipes por corredores congestionados e facilita o acesso a vias onde automóveis e caminhonetes podem enfrentar maior dificuldade de circulação.

A proposta é ampliar a mobilidade dos policiais durante o patrulhamento e permitir que as equipes cheguem a diferentes pontos da região central.

O policiamento também tem como objetivo combater crimes praticados com o uso de motocicletas, especialmente casos de roubos e furtos nos quais os veículos são utilizados para fuga. A operação também busca identificar situações em que suspeitos utilizam motocicletas e se passam por entregadores como forma de disfarce.

Equipes do BRAvO atuam com piloto e policial na garupa

Uma das características da nova modalidade de policiamento é a formação das equipes que circulam de motocicleta. O modelo conta com um piloto e um policial na garupa equipado com armamento.

De acordo com o capitão Thiago Depieri, a configuração amplia a capacidade operacional da equipe e permite atuação em locais onde uma viatura encontra dificuldades de acesso.

Segundo o oficial, a estrutura também possibilita que os policiais tenham maior independência em relação ao apoio imediato de uma viatura, devido à quantidade de integrantes e equipamentos disponíveis durante o patrulhamento.

O modelo permite ainda o deslocamento de uma equipe tática para pontos que podem apresentar limitações para a circulação de veículos maiores.

Inteligência criminal e Muralha Paulista orientam operações

A atuação do BRAvO em São Paulo será orientada por informações de inteligência criminal e pelos dados disponíveis no Muralha Paulista, conforme a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP).

A análise das chamadas manchas criminais deverá orientar a distribuição dos policiais. A partir dessas informações, o efetivo poderá ser direcionado para locais que registram maior incidência de roubos e furtos.

O posicionamento das equipes também poderá ser alterado conforme forem identificadas mudanças no cenário criminal.

Segundo o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, a proposta do batalhão é utilizar as informações disponíveis para definir os locais onde as equipes serão empregadas.

“O BRAvO transforma informação em ação policial. A inteligência nos ajuda a identificar onde o crime está acontecendo e a mobilidade permite colocar rapidamente policiais preparados nesses pontos. É uma estrutura pensada para ampliar a presença do Estado e a capacidade de resposta onde ela é mais necessária”, afirmou o secretário.

BRAvO realizou prisões no primeiro dia de operação

O BRAvO iniciou suas operações na capital paulista na terça-feira (22). No primeiro dia de atuação, as equipes realizaram prisões, capturaram uma pessoa procurada pela Justiça e recuperaram um celular produto de roubo.

Os policiais também atenderam uma ocorrência registrada como tentativa de homicídio e lesão corporal na região central da cidade.

Na Rua Martim Francisco, em Santa Cecília, uma equipe do batalhão foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) por volta das 16h. A informação recebida indicava que um homem havia sido ferido com golpes de faca no local.

A partir das características da mulher envolvida na ocorrência, de 53 anos, os policiais realizaram buscas e a localizaram nas proximidades. Ela foi presa, e a faca utilizada no crime foi apreendida para perícia.

A vítima recebeu atendimento e foi encaminhada ao pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

A ocorrência foi apresentada no 2º Distrito Policial, no Bom Retiro, onde o caso foi registrado como tentativa de homicídio e lesão corporal.

Suspeito é detido após ocorrência na região da Marginal Tietê

Em outra ocorrência registrada por volta das 16h, policiais do BRAvO realizavam patrulhamento na região da Favela do Gato, no Bom Retiro, quando um homem tentou fugir a pé ao perceber a aproximação da equipe.

Durante a fuga, segundo o relato dos policiais, ele dispensou um smartphone e uma ferramenta utilizada para quebrar vidros de veículos.

O suspeito, de 20 anos, foi alcançado e detido na Avenida Presidente Castelo Branco.

De acordo com o relato apresentado pelos policiais, o homem afirmou ter acabado de praticar um crime do tipo “quebra-vidro” na pista local da Marginal Tietê antes de fugir em direção à comunidade.

O celular foi recuperado e o suspeito encaminhado ao 2º Distrito Policial. Ele permaneceu preso e à disposição da Justiça. O caso foi registrado como roubo.

Policiamento do BRAvO segue concentrado em áreas com roubos e furtos

A estratégia apresentada para o novo batalhão prevê que o policiamento seja direcionado de acordo com informações de inteligência e registros criminais.

Com motocicletas e viaturas, o BRAvO deverá atuar principalmente em corredores de grande circulação e em regiões identificadas com maior incidência de roubos e furtos em São Paulo.

A mobilidade das equipes e a análise dos dados criminais são os principais elementos utilizados para definir os pontos de patrulhamento e eventuais deslocamentos do efetivo durante as operações.

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