Fiscalizações da Polícia Civil ocorreram em Santos, Guarujá, Cubatão e Bertioga; 25 aparelhos já foram devolvidos aos proprietários e os demais passam por análise para identificação da origem
A Polícia Civil apreendeu cerca de 10 mil celulares na Baixada Santista durante ações de fiscalização do programa SP Mobile realizadas nos municípios de Santos, Guarujá, Cubatão e Bertioga. Entre os aparelhos recuperados, 25 já foram devolvidos aos proprietários na quarta-feira (26).
Os demais dispositivos apreendidos continuam sendo analisados pelos investigadores. O objetivo é verificar a procedência dos celulares e identificar possíveis proprietários nos casos em que os aparelhos estejam relacionados a registros de crimes.
As ações fazem parte do trabalho do SP Mobile, programa voltado à identificação, rastreamento, recuperação e devolução de celulares relacionados a ocorrências criminais, além da responsabilização de pessoas envolvidas em delitos como furto, roubo, estelionato e receptação.
IMEI permite identificar proprietários de celulares recuperados
A identificação dos proprietários dos 25 aparelhos já devolvidos foi realizada por meio do IMEI, sigla para Identidade Internacional de Equipamento Móvel. O número, quando registrado no boletim de ocorrência, permite aos investigadores relacionar o dispositivo recuperado ao respectivo proprietário.
Após a identificação, os donos são chamados para retirar os aparelhos. Segundo as informações apresentadas pela Polícia Civil, as devoluções ocorreram nas unidades responsáveis pelas respectivas recuperações.
O registro do IMEI no boletim de ocorrência é, portanto, um dos elementos utilizados pela investigação para localizar os proprietários dos celulares encontrados durante as operações.
Fiscalizações ocorreram em quatro cidades da Baixada Santista
Durante as ações do SP Mobile na Baixada Santista, policiais civis vistoriaram estabelecimentos comerciais e outros locais relacionados à compra, venda, manutenção e circulação de aparelhos celulares.
Foram encontrados tanto dispositivos íntegros quanto semi-íntegros. Parte dos celulares apreendidos era destinada ao reaproveitamento de componentes e não apresentava comprovação de origem.
As fiscalizações ocorreram em Santos, Guarujá, Cubatão e Bertioga, com foco também na cadeia de comercialização de aparelhos que possam ter origem ilícita.
Depois das apreensões, o trabalho continua com a análise dos dispositivos. Os investigadores vão verificar se os celulares estão relacionados a registros de crimes e, quando possível, identificar seus proprietários.
Comerciante é preso por receptação em Cubatão
Em Cubatão, um homem que possui um comércio do ramo de celulares foi preso por receptação durante a fiscalização.
De acordo com as informações da Polícia Civil, ele foi encontrado com um aparelho que era produto de furto.
A atuação sobre estabelecimentos e pessoas envolvidas na comercialização de aparelhos faz parte da estratégia adotada pelo programa para alcançar não apenas os celulares subtraídos, mas também pontos da cadeia em que dispositivos de origem ilícita podem ser revendidos ou utilizados para retirada de peças.
Segundo a Polícia Civil, o receptador é, em regra, o destinatário final do produto do crime. Por esse motivo, as fiscalizações também são direcionadas a locais de compra, venda, manutenção e circulação de aparelhos.
SP Mobile atua no rastreamento de celulares relacionados a crimes
O delegado Rubens Barazal, da Seccional de Santos, afirmou que o programa tem como finalidade identificar, rastrear, recuperar e devolver aos proprietários aparelhos relacionados a crimes.
“O Programa SP Mobile tem como objetivo a identificação, o rastreamento, a recuperação e a entrega ao proprietário de aparelhos produto de crime, além da responsabilização penal dos autores de delitos relacionados a celulares, como furto, roubo, estelionato e receptação”, explicou o delegado.
O trabalho realizado após as fiscalizações inclui a análise dos demais aparelhos apreendidos para determinar se algum deles é produto de crime.
Barazal também chamou atenção para as consequências da receptação e para a necessidade de verificar a procedência dos dispositivos antes da compra.
“É importante que a população saiba das consequências da receptação. As penas para esse crime foram aumentadas, e comprar um celular sem saber a procedência pode contribuir para a continuidade de outros crimes”, afirmou.
SP Mobile recuperou 31,9 mil celulares no estado
Em mais de um ano de atuação, entre junho de 2025 e julho de 2026, o programa SP Mobile contribuiu para a recuperação de 31,9 mil celulares no Estado de São Paulo com registros de furto ou roubo.
Desse total, 10,3 mil aparelhos foram restituídos aos proprietários.
No mesmo período, quase 15 mil notificações foram enviadas a aparelhos identificados com restrições criminais.
Os números estaduais incluem os resultados acumulados pelo programa no período informado e mostram a quantidade de dispositivos recuperados, devolvidos aos donos e identificados com algum tipo de restrição relacionada a ocorrências criminais.
Como identificar uma notificação oficial do SP Mobile
A Polícia Civil também orienta os cidadãos sobre as mensagens enviadas pelo programa. As notificações oficiais do SP Mobile apresentam identificação clara do programa.
Caso haja dúvida sobre a autenticidade da mensagem recebida, a orientação é comparecer diretamente a qualquer Delegacia de Polícia do Estado de São Paulo para fazer a validação.
O programa não solicita pagamentos, taxas ou transferências por Pix para liberar ou devolver aparelhos celulares.
Também não solicita senhas de acesso ao telefone, dados de contas bancárias, redes sociais, iCloud ou Google. Da mesma forma, não pede que o cidadão encaminhe códigos recebidos por SMS.
As orientações são destinadas principalmente a pessoas que recebem notificações relacionadas a celulares identificados pelo programa e buscam confirmar se a comunicação é legítima.
Aparelhos apreendidos continuam sob análise
Com cerca de 10 mil celulares apreendidos na Baixada Santista, a Polícia Civil agora concentra parte do trabalho na verificação dos dispositivos que ainda não tiveram a origem determinada.
Os investigadores deverão analisar os aparelhos para verificar a existência de registros relacionados a furto, roubo ou outros crimes. Quando houver informações que permitam localizar os donos, os celulares poderão ser encaminhados para restituição.
Até o momento informado, 25 aparelhos recuperados durante as ações já foram devolvidos aos proprietários, enquanto os demais permanecem em processo de análise.
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